Fugindo da Redoma...Ninguém é uma ilha!
É uma afirmação muito correta que nem um homem poderia ser um Robinsom Cruzoé. Que de fato não se pode em tempo algum afastar o individuo de seu meio. Se o isolardes a uma ilha feito um eremita, o mesmo entraria em pânico por não saber como agir, já que sua mente foi treinada pra pensar no coletivo na sociedade, no entanto a mesma funciona no singular pra extrair benefício por viver divido em si mesmo.
Dificilmente ele arranjaria a sua subsistência nesta por não conseguir ser único, mas peça de uma intrincada rede da qual faz parte e o condicionou a pensar em múltiplos para que funcione e por antagonismo deste mesmo sistema em competir entre seus pares, mas ninguém o ensina a simplesmente ser...
Este meio onde ele vive acaba não sendo real... Não de trata de um ente sensível e acessível aberto a novas concepções que desabrochem do seu coração, mas sim um subproduto de suas emoções, atitudes e conceitos que os levam nestas ondas existenciais daqui pra lá e de lá pra cá numa modorrenta gangorra existencial. Esta dualidade o faz percorrer desesperadamente os pólos entre razão e emoção.
Ainda que a razão fale mais alta e vise sempre escapar do inevitável conflito (sofrimento) com quem possa lhe causar dano ou inclusive as circunstancias da própria vida. Porém não com quem convive com ele e que por muitas vezes tem de agüentar calado os seus destemperamentos justamente por causa destes mesmos conflitos que o açoitam impiedosamente.
Não somos um ser individual que tem plena consciência do seu estado no planeta, somos apenas números num amontoado de informações e que se torna algo importante para minoria que dita as regras em determinadas ocasiões. Tentamos a todo custo buscar uma segurança onde não existe e que utopicamente é inserida nos seres humanos para que eles tenham esperanças no futuro e lutem para manter a “engrenagem” virando continuamente visando o lucro que é divido entre muito poucos ainda que nas chamadas crises provocadas por outrem... Neste caso também fornecem os lubrificantes mentais para diminuir os atritos internos dos colaboradores e evitar que o conflito se transfira da coletividade para o ente beneficiado por ela.
Fornecido por esta minoria mandante na forma de doses homeopáticas que podem seguir diversos caminhos conforme a ocasião e o momento, sendo feitas de otimismo literário ou em uma forma dita sagrada onde repetir frases à exaustão parece ser a solução (ou placebo) para aliviar as dores do mundo.
Tudo é explicado de forma que os menos favorecidos por esta engrenagem achem que sofrer, batalhar, penar são coisas absolutamente naturais que por motivo espirituais tenham de pagar por alguma coisa feita há milênios a alguém que neste passado distante, tentou subverter esta mesma ordem (que na verdade é desordem arrumada) e foi condenado por infligir a ordem (dita) natural das coisas (que eles nos impingem).
Estas regras foram feitas por pessoas ainda mais equivocadas e confusas ou ainda usando apologias de ordem econômica que muitas vezes nem de forma indireta somos responsáveis, mas acabamos por pagar a conta, porque alguém tem de pagar...E porque não quem tem menos? Já que não se tem o que tirar do pouco.
Estas mesmas filosofias inseridas no contesto social de forma muito sutil também nos fazem compadecer do quem está pior que nós, nos colocando no lugar deles e inclusive nos nivelando, para que não reclamemos por ainda termos o tão labutado “Pão nosso de cada dia” sobre a mesa...
Ter uma obediência cega ao sistema em qualquer parte onde ele figure é uma forma de sofrer menos as distorções que este próprio aparelho cria através do alheamento. Às vezes nos questionamos quanto a isto, mas nos seguramos em alguma “tabua de salvação” seja sagrada nos prometendo no algo do “alem existência” a tão sonhada paz, ou seja, na justiça dita “cega” que pode vir algum dia para estes que ousam desafiar de forma licita ou ilícita se é licito de certa forma a distorção que existem entre pessoas e pessoas que apenas dividem as pessoas em grupos.
Toda forma de mudar o que esta estabelecida sempre é feita através da guerra ou do protesto. No entanto mesmo no cerne do protesto ainda há a raiz da permanecia, porque ela busca seu substrato na mente e no passado, portanto toda idéia de revolução já nasce morta e por isto ha tanto derramamento de sangue.
Cultuam-se muitas vezes lideres do passado pelos seus feitos grandiosos, mas em seu imo esta um rastro de sangue e de intolerância, vide a historia com olhos de expectador e sem querer apoiar um lado e verás isto.
Lideres estes que eram egocêntricos e como estavam revestidos do poder, achavam que a sua idéia era boa para todos pensando numa coletividade egoística e não pluralista lavando suas idéias com sangue de inocentes na maioria das vezes. Mesmo os que formam idéias sobre qualquer coisa espiritual que venham a descobrir, intuir, ou lhes serem reveladas de alguma forma sublime ou não, não aceitam tais questionamentos sobre as suas teorias nas quais estão presos como estacas como forma de propagar o seu nome pelos tempos...
Toda e qualquer teoria só pode ser comprovada ou desmentida pelo próprio individuo que analisa a si mesmo nesta idéia e entra no seu cerne intelectual despido de qualquer preconceito, para que possa apreciar a coisa em toda sua plenitude e não dita por A,B ou C.
Não investigar a coisa por si mesmo e se juntar a algum grupo ou tribo que seja contra o “status quo” estabelecido é apenas uma forma de fuga, de alheamento ao que é. Usar alguma vestimenta com dizeres de protesto ou paz nada mudara esta situação, porque não ha ação, mas apenas palavras ao vento. Ignorar tudo que se vê é uma forma de se manter distante dos problemas que estão, mas não das causas dele em qual você estará fatalmente envolvido, pois a onda que leva José também leva Pedro...
Imerso neste estado dual o homem não é o reflexo da sua alma,mas sim dos seus condicionamentos que não são questionados pelo desconhecimento de si mesmo. Ao homem lhe resta caminhar pelo vale de lagrimas e contar suas vitórias e derrotas onde é mera vitima do jogo da causa e efeito causal e não da lei propriamente dita.
Escavacando seu próprio mausoléu na mediocridade do mundo o homem vai caminhando a passos largos para passar a vida como um mero desconhecido a ele mesmo e deixando a gloria a mais algum louco inflado pelo ego criar outra teoria para suavizar esta grande labuta chamada...Vida!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Assinar:
Comentários (Atom)
